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Macis e Noz Moscada - História

Macis e Noz Moscada

Como a Noz Moscada e o Macis se espalharam pelo Mundo

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O romano Aétius afirma que a Noz Moscada era conhecida na corte de Constantinopla.

916 - 919

O árabe Masudi, que terá visitado a Índia por esta altura, assinala a Noz Moscada como produto das ilhas do actual Arquipélago Indonésio.

1000

O escritor árabe Ibn Sinâ Avicena, chamado o Príncipe dos Médicos, pelo seu espírito excepcional, e pela extensão dos seus conhecimentos, é o primeiro a descrever satisfatoriamente a Noz Moscada.

1180

A Noz Moscada está entre as especiarias objecto do pagamento de imposto em São João de Acra, ou Ptolomeia, na antiga Síria.

1195

Um poema escrito por Petrus d'Ebulo descreve a entrada em Roma do Imperador Henrique VI, antes da sua coroação, em Abril de 1191, afirmando que as ruas estavam perfumadas com especiarias, entre as quais a Noz Moscada.

Fim do Séc. XII

A Noz Moscada é claramente conhecida em vários países europeus: Dinamarca, Inglaterra, França, etc..
Todavia, era o Macis, intimamente relacionado com a Noz Moscada, que era mais usado à época.

1372

O Compte d'Exécution do testamento de Jeanne d'Evreux, rainha de França, valoriza a libra de Noz Moscada em 3 a 4 francos da época.

Início do Séc. XVI

Os portugueses assinalam a presença da Moscadeira no Arquipélago das Molucas, na actual Indonésia, onde Afonso de Albuquerque mandou uma armada capitaneada por António de Abreu.

Séc. XVI

Lisboa é o centro de comercialização da Noz Moscada e do Macis.
Os portugueses introduzem a Moscadeira na Índia, nas duas costas de África, e no Brasil. Do Brasil, a planta terá, mais tarde, passado para as Antilhas.

1600 - 1796

O comércio nas Molucas passa para as mãos dos Holandeses, que concentram a produção nas ilhas de Banda e de Aboina, promovendo a destruição da Moscadeira em todas as restantes ilhas do arquipélago.
Contra si tinham os pássaros, que rapidamente, ao expelirem as sementes que haviam ingerido, repunham a população da planta.

1768

Poivre, um francês, ilude a vigilância dos holandeses, e começa, em várias viagens, a transportar algumas plantas para a Ilha Maurícia.

1778

É cultivada com sucesso a primeira Moscadeira na Ilha Maurícia, sob a direcção de Céré, director do Jardim Botânico da Ilha, e discípulo e amigo de Poivre, entretanto regressado a França.

1796 - 1802 e 1810 - 1816

O monopólio da Noz Moscada e do Macis, no Arquipélago das Molucas, passa para os ingleses, que introduzem a Moscadeira na Malásia, primeiro na Ilha de Penang, depois na de Singapura.

1816 - 1862

Os holandeses reconquistam as Molucas, recuperam o monopólio do comércio da Noz Moscada e do Macis, e retomam a sua política de destruição de plantas.

1860

As plantações da Malásia são atingidas por um fungo destruidor, de tal forma que a cultura foi abandonada em 1867.

1864

A cultura da Moscadeira é liberalizada.

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