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Café

 

Especiaria:   

Café

Planta:   

Caffeeiro

Nome Botânico:   

Coffea arabica L.; Coffea liberica Bull ex Hiern; Coffea canephora var. Robusta

Género:   

Coffea

Família:   

Rubiaceae

Porte:   

Arbusto

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

África, provavelmente Etiópia

Distribuição:   

Plantas do Café selvagens foram levadas, provavelmente de Kaffa, na Etiópia, para o sul da Península Arábica, onde começaram a ser cultivadas no século XV.
Até fins do século XVII, o fornecimento de Café ao mundo limitou-se ao proveniente da província do Iémen, no sul daquela Península.
Depois, expandiu-se rapidamente para a Ásia, para África e para a América do Sul, durante o século XVIII, e chegou às Ilhas do Havai em 1825.
A Coffea arabica L. é cultivada na Índia em Tamil Nadu, Kerala e Karnataka

Partes Usadas:   

 Sementes

O Café que conhecemos é um produto obtido dos frutos de diversas variedades de Cafeeiro, desde o originalmente usado e ainda mais corrente, Cafeeiro Comum, Coffea arabica L. até, por exemplo, ao Cafeeiro da Libéria, Coffea liberica Bull ex Hiern, preferido nalgumas regiões africanas por ser mais resistente às pragas, e ter frutos de maior dimensão.
O sabor do Café obtido do Cafeeiro Comum é superior ao do conseguido de todas as outras variedades, mas a maior resistência, ou maior produção de muitas delas torna-as preferidas nalguns países.
Na Índia, cultiva-se essencialmente o Cafeeiro Comum, Coffea arabica L., mas também, em menor quantidade, o Café Robusta, Coffea canephora var. robusta, o segundo mais cultivado em todo o mundo.
Os frutos do Cafeeiro contêm dois "grãos" oblongos - sementes -, com faces planas viradas uma para a outra, contidos num invólucro rodeado pela polpa do fruto.
Doce, a polpa é muito apreciada pelos macacos que, se tiverem oportunidade, podem destruir completamente uma plantação. Alguns frutos, poucos, contêm um só grão redondo.
A remoção da polpa consegue-se ou deixando os frutos secarem ao sol primeiro, ou deixando-os fermentar um pouco, após o que a polpa é removida, ficando, seguidamente, os grãos a secar no seu invólucro.
Os grãos são depois separados, limpos e classificados por tamanho. Os redondos são separados dos outros. Nesta altura, os grãos são amarelos, ou esverdeados, e não têm o cheiro típico do Café.
O aroma só se desenvolve por torrefacção dos grãos, que deve ser muito rápida (oito a doze minutos a 200 °C). Durante esta operação, o cheiro que enche o ar é muito superior ao do produto final.
Isso deve-se à evaporação de boa parte dos óleos essenciais pelo calor.
Razão pela qual, uma vez torrado, o Café deve ser arrefecido rapidamente, evitando-se assim uma maior perda dos óleos essenciais.
Nalguns países, perto do fim da torrefacção, ou durante o arrefecimento, os grãos são revestidos com uma fina película de açúcar, ou resina, que lhes dá um melhor aspecto e constitui uma barreira à evaporação dos óleos essenciais.
A torrefacção é um ponto crítico: se o Café for pouco torrado fica pouco aromático; se for demasiado torrado fica amargo e sem aroma.
O Café deve ser usado o mais cedo possível depois de torrado, uma vez que os óleos essenciais continuarão a evaporar-se, ainda que a ritmo mais lento.
Pelo mesmo motivo, deve preferir-se sempre o Café em grão, procedendo-se à moagem na altura de o usar.
As diversas variedades de Café desenvolvem diferentes aromas por torrefacção, razão por que muitos Cafés são de mistura, procurando assim os especialistas obter um bom equilíbrio dos diferentes aromas, e um produto final agradável.
Claro que os verdadeiros apreciadores e conhecedores preferem Café não misturado, ou seja, de uma só variedade.
Para se obter o melhor Café para beber, a água usada deve estar perto do ponto de ebulição, mas nunca a ferver, numa derradeira tentativa para preservar ao máximo os óleos essenciais.

Cafeeiro - Sementes torradas

Dicionário

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