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Cravinho - História

Cravinho - Botões florais secos

Como o Cravinho se espalhou pelo Mundo

Séc. I e II AC

Dinastia dos Han, na China. Os oficiais da corte mascavam Cravinho, para perfumar o hálito, antes de se dirigirem ao imperador.

314-335

O Imperador Constantino oferece a S. Silvestre, bispo de Roma, vários vasos de ouro e prata, com especiarias, entre elas 150 libras de Cravinho.

Séc. VI

Um sarcófago desta época, descoberto na Alsácia, continha uma pequena caixa de ouro, com dois Cravinhos dentro.

650

Paul d'Aeginète faz a primeira descrição inequívoca do Cravinho.

Séc. XII

O Cravinho figura entre as mercadorias tributadas em São João de Acre, ou Akka, ou Ptolomeia, na antiga Síria.

1228

O Cravinho figura nas pautas aduaneiras de Marselha.

1252

Idem, de Barcelona.

1296

Idem, de Paris.

1424 - 1448

Nicolo Conti, mercador Veneziano, residente, à época, no Arquipélago Indonésio, relata a chegada a Java de Cravinho vindo da Ilha de Banda.

1511

O português Serrano, é o primeiro europeu a ver o Cravinho nas suas ilhas de origem, as Molucas, mais precisamente na Ilha de Ternate.

1521

Antonio Pigafetta, italiano, companheiro de Fernão de Magalhães, vê o Cravinho nas Ilhas Molucas, dando dele uma descrição pormenorizada, em 1554.

1511 - 1608

Os portugueses têm o monopólio do comércio do Cravinho.
Procuram extirpar o Cravinho de grande parte das suas ilhas de origem, havendo registo de várias expedições cujo objectivo era a destruição das pequenas árvores aí nascidas.
A intenção era concentrar a produção de Cravinho num grupo de pequenas ilhas, das quais Amboine era a maior, e com bom acesso, podendo as suas costas serem facilmente vigiadas, para evitar a saída de sementes ou plantas jovens, cuja exportação era rigorosamente interdita.

1608

Os holandeses ocupam as Molucas, passando a substituir os portugueses no monopólio do Cravinho, e nos cuidados para o manter.

1753

O francês Poivre, durante uma viagem a Manila, transporta, fraudulentamente, para França, pés de Cravinho, que são plantados no Jardim Botânico de França.

1770

O mesmo Poivre, iludindo a vigilância dos holandeses, consegue contrabandear alguns pés de Cravinho, que planta na Ilha Maurícia, à época sob domínio francês.

1771

Poivre, ainda ele, confia a um criolo da Ilha de Bourbon, hoje Reunião, Joseph Hubert, a plantação de 5 pés de Cravinho nessa ilha. Quatro morreram, mas o último sobreviveu, sendo o antepassado dos Cravinhos hoje lá existentes.

1773

O Cravinho é introduzido em Caiena, a partir da Ilha de Reunião.

Fim Séc. XVIII

O Cravinho é introduzido em Zanzibar, pelo árabe Harameli Bin Saleh, o qual, acompanhado de um oficial francês, transportou as plantas desde a Ilha da Reunião.
Daí passou para a vizinha Ilha de Pemba, que dela dista 30 milhas.

1830

A cultura do Cravinho é introduzida em Ceilão - actual Sri Lanka.

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