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Cravinho

 

Especiaria:   

Cravinho

Planta:   

Cravinho

Nome Botânico:   

Eugenia caryophyllata Thunberg (1788); Caryophyllus aromaticus L. (1753); Syzygium aromaticum L. Merril e Perry; Jambosa cariophyllus Sprengel

Género:   

Eugenia [Lineu, 1753, em homenagem ao Príncipe Eugénio de Saboia, protector e promotor do estudo da Botânica]

Família:   

Myrtaceae

Porte:   

Árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Ilhas Molucas, ou Ilhas das Especiarias, na Indonésia

Distribuição:   

Bandeira do Sultanato de Zanzibar e Pemba.

Cultivado principalmente na Ilha de Pemba, na Tanzânia.
O cultivo nesta ilha, e na vizinha Ilha de Zanzibar, teve sempre tal importância que a bandeira do efémero Sultanato de Zanzibar e Pemba (1963 - 64), ostentava dois botões de Cravinho, o principal produto tirado desta planta.
É cultivado, também, noutras ilhas da África Oriental, especialmente em Madagáscar.
A Indonésia voltou a ser, desde a década de 1980, um grande cultivador - essencialmente para consumo interno -, depois de ter recuperado da decadência das suas plantações motivada pela 2ª Guerra Mundial.
Na Índia, é cultivado em Tamil Nadu e Kerala.

Partes Usadas:   

 Botões florais secos

O Cravinho é uma árvore de folha persistente, com 10-15 m de altura, porte cónico, tronco liso, cinzento claro.
As suas folhas, simples e inteiras, lanceoladas, glabras e luzentes, com cerca de 10 cm de comprimento, apresentam finos pontos, que mais não são que glândulas ricas em óleo aromático essencial.
Propaga-se essencialmente por sementes, que são plantadas em zonas abrigadas do sol.
A floração inicia-se após o quinto ano, podendo uma árvore dar até 35 kg de botões florais secos.
O Cravinho dá numerosas flores, pequenas e aromáticas, agrupadas em cimos terminais.
As quatro sépalas carnudas, que se unem, na base, num tubo avermelhado, encerram quatro pétalas, mais pálidas e semeadas de pontos branco amarelados, estreitamente imbricadas num botão globuloso de cor rosa, cobrindo numerosos estames.
Os botões florais assim formados, são colhidos no fim do Verão, e seguidamente secos ao sol sobre esteiras de folha de palma, ou sobre fogo brando, ficando com a cor castanho-escura com que aparecem no mercado. São a especiaria correntemente designada por Cravinho.
Lembram, pela forma, um prego, ou cravo, o que lhes valeu os nomes por que são designados em vários idiomas.

 Fruto seco

As flores perdem, rapidamente, o seu aroma, logo que abrem. À sua maturação, surge o fruto, em forma de baga elíptica, com cerca de 2,5 cm de comprimento, de cor púrpura, primeiro, castanho violácea, depois.
Este fruto, depois de seco, é designado, nos circuitos comerciais, por Mãe de Cravinho.
é uma especiaria quase ignorada pelo mercado, de uso praticamente local. Pode empregar-se como o Cravinho.

 Sementes secas

São, ainda, usadas as as sementes secas, com o nome de Antofle
É uma especiaria que raramente surge no mercado.
Pode usar-se como o Cravinho.

 Pedicelos florais secos

Usam-se, também, os pedicelos florais secos, designados Grifas de Cravinho.
Raramente aparecem no mercado e podem utilizar-se como o Cravinho.

 Óleo Essencial

O Cravinho contém 14 - 20 % de óleo essencial, cujo principal componente é o eugenol - 70 a 85 % -, responsável pelo sabor pungente da especiaria.
O óleo obtém-se por destilação directa do Cravinho, mas também de outras partes da árvore - folhas, ramos, etc.
Sendo um excelente antisséptico, foi, num passado recente, usado em muitos preparados farmacêuticos - Elixir de Garus, Bálsamo de Sydenham, Bálsamo Nerval -, e é, ainda hoje, empregue em produtos dentífricos, como bom desinfectante da cavidade bucal e anestesiante local das dores de dentes.
Usa-se em aromaterapia.

Propriedades:   

Estimulante, digestivo, analgésico, e antisséptico

Notas:   

Na Indonésia, responsável pelo consumo de cerca de 50% do consumo mundial de Cravinho, a especiaria é usada essencialmente para aromatizar o Tabaco.
Os cigarros aromatizados com Cravinho - kretek -, são altamente apreciados pelos Indonésios, e o seu cheiro doce e aromático inunda restaurantes, autocarros, escritórios, mercados.

Cultivo:   

Propagação: Por semente, em viveiro.
Transplantação: Para local definitivo, logo que atinge 1 m de altura. Compasso: 5-7 m em solos pobres, 8-10 em solos férteis
Crescimento: Atinge 6-8 m de altura ao fim de 4-5 anos, altura em que permite a primeira colheita. A plena produção é atingida com cerca de 10 m de altura, mas cada colheita é seguida de um ou dois anos de repouso, em que a árvore produz pouca flor. Conserva-se produtiva durante 15-20 anos, mesmo mais, em situações favoráveis
Colheita: Os botões, primeiro esbranquiçados, depois verdes, são colhidos manualmente, logo que adquirem um cor rosada.
Rendimento: 5-10 kg/ano/árvore, 20-30 kg/ano/árvore, excepcionalmente.

Cravinho - Botões florais secos

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