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Canela de Ceilão - História

Canela de Ceilão

Como a Canela de Ceilão se espalhou pelo Mundo

Cerca do ano 0

O romano Plínio situa a origem da Canela de Ceilão na Etiópia, mas distingue-a da Canela da China, chamando-lhe cinnamomum, enquanto à última chama casia.
Outro escritores gregos - Dioscorides, Ptolomeu, etc. - dão a Canela de Ceilão como originária da Arábia, e da África oriental, revelando que ela chegava ao Mediterrâneo via porto de Alexandria.

716

Primeira referência à Canela de Ceilão no norte da Europa, num documento entregue por Chilpéric II, rei de França, ao mosteiro de Corbie, na Normandia.

1275

Kazwini, escritor árabe, faz a primeira referência à produção da Canela de Ceilão em Ceilão - actual Sri Lanka.

1340

O viajante árabe Ibn Batuta confirma a afirmação de Kazwini.

Cerca de
1280 - 1290

Marco Pólo assinala a presença de Canela de Ceilão no reino de Malabar, na Índia.
Nesta altura, eram os comerciantes de Veneza os principais importadores de Canela de Ceilão para a Europa.

1506

Os portugueses chegam a Ceilão - actual Sri Lanka -, sob o comando de Lourenço de Almeida, e na sequência da descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, em 1498.

1518

Os portugueses, sob o comando de Lopo Soares de Albergaria, ocupam Ceilão - actual Sri Lanka - permanentemente, e monopolizam o comércio da Canela de Ceilão.
Ela era, então, obtida de Caneleiras selvagens, e constituía um tributo que os chefes locais pagavam aos portugueses.

Cerca de 1600

A Caneleira de Ceilão chega à costa ocidental de África, e ao Brasil, possivelmente pelas mãos de padres jesuítas.

1656

Após um período em que, na sequência da chegada dos holandeses a Ceilão - actual Sri Lanka -, o monopólio da Canela de Ceilão foi repartido entre portugueses e holandeses, estes últimos asseguram o exclusivo do comércio, que atribuem à Companhia das Índia Orientais.

1736

Sob controlo holandês, as exportações de Canela de Ceilão totalizam 270 000 kg.

1767

Um colono holandês, de nome De Koke, lança a ideia da cultura da Caneleira de Ceilão, projecto que concretiza durante os governos de Falck e Van der Graff.
Subsequentemente, a Holanda fica em posição de abastecer toda a Europa, não hesitando em queimar Canela de Ceilão em Amesterdão, para manter o seu alto preço.
Nesta altura, o controlo holandês era tão severo que a venda, ou doação, de um simples ramo de Caneleira era crime punido com a morte

1796

Os ingleses apoderam-se de Ceilão - actual Sri Lanka -, expandem as plantações, e o comércio.

1852

A Caneleira de Ceilão é introduzida em Java, na Indonésia.

1856

Em Ceilão, sob controlo inglês, as exportações de Canela de Ceilão totalizam 375 000 kg, mas apenas das melhores cascas.

1857

Os ingleses abrem o comércio aos detritos de cascas, e a exportações totais ultrapassam rapidamente as 1 000 toneladas.

Segunda metade do Séc XIX

A Caneleira de Ceilão chega às ilhas Maurícia, Seicheles, e Madagáscar, e à Martinica e Guadalupe, nas Caraíbas.
Todavia, o Sri Lanka - ex-Ceilão -, continuou, e continua, a ser o produtor com real significado a nível mundial.

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