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Aromaterapia


Cortesia Ernst Lehner - Symbols Signs and Signets

O termo deve-se ao químico francês René-Maurice Gattefosse.

Em 1920, num acidente de laboratório, Gattefosse deitou fogo a um braço. De imediato, mergulhou-o no primeiro reservatório que tinha perto, por acaso cheio de óleo essencial de Alfazema. Sentiu alívio imediato, e viu a queimadura curar-se sem inflamação e sem qualquer cicatriz.

Daí em diante, e até ao fim da vida, dedicou-se ao estudo dos efeitos curativos dos óleos essenciais, baptizando o seu campo de investigação de ‘aromaterapia’.

Todavia, o tratamento das doenças pelos óleos aromáticos essenciais, é uma disciplina secular, saída directamente da Fitoterapia, ou tratamento das doenças pelas plantas.

Tal como a Fitoterapia, a Aromaterapia aproveita os princípios activos terapêuticos de várias plantas para tratar afecções diversas, só que os usa na sua forma mais concentrada: os óleos essenciais.

Eles foram - é bom não o esquecer - armas fundamentais na luta contra doenças e epidemias, em épocas em que era impossível recorrer a drogas sintéticas, porque, pura e simplesmente, não existiam.

Durante séculos, continuaram pilares da medicina: por exemplo, as farmacopeias alemãs descrevem, em 1589, a preparação de mais de 80 óleos essenciais para tratamento de afecções diversas, e o Codex francês de 1818 referia 57 óleos essenciais para fins terapêuticos. "Ainda no começo do séc. XIX, no alvorecer das ciências, as substâncias medicinais provinham dos três reinos da Natureza...", lembra Aloísio Fernandes Costa, na sua Farmacognosia(a).

Paralelamente, os óleos essenciais forneceram bases para as modernas cosmética e perfumaria, permitindo o aproveitamento das virtudes dos princípios activos das Plantas em aplicações externas, e a habilidosa utilização dos aromas próprios de muitas delas.

Os óleos essenciais em geral devem ser usados com algum cuidado, porque a sua utilização indevida pode ser perigosa. Ver Precauções.

(a) Farmacognosia, 2ª Ed. Actualizada
Aloísio Fernandes Costa
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal, 1978

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