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Pêra

Hindu - Nashpaati, Naspati

Fruto da Pereira Comum, Pyrus communis L., provavelmente nativa da Europa, e cultivada muito antes da era cristã.
Só na Europa, desde então, foram criadas, e baptizadas, milhares de variedades desta árvore.
A Pereira Comum foi levada para o Novo Mundo pelos primeiros colonizadores europeus, mas também por missionários espanhóis que se estabeleceram na Califórnia e no México.
Na Ásia, a produção de Pêra é feita, principalmente, a partir de variedades locais do género Pyrus. Todavia, a Pyrus communis L. é cultivada no Punjab e em Kashmir.
Curiosa, entre nós, uma variedade, a Pêra Parda - chamada Codorno, em Cabeçeiras de Basto -, especialmente apta para ser cozida antes de consumida.
Na Europa Central é famosa a Pêra Williams, que, para além de ser consumida em fresco e em conservas, dá uma célebre aguardente com nomes que a invocam.
Esta variedade de Pêra deve-se a Richard Williams, membro de um sociedade londrina que se dedicava à cultura de frutos e ao embelezamento de jardins.
Apesar de a variedade por ele criada ser cultivada já há bem mais de uma dezena de anos, só a apresentou oficialmente em 1816.
Em 1828, um arboricultor francês, Léon Leclerc, recebeu do seu correspondente londrino, pés da variedade Williams. Tanto sucesso teve que, três anos depois, oferecia ao Museu de Paris, pés Williams de sua própria criação – era a entrada definitiva da Williams no continente.
Ainda a Williams não era oficialmente conhecida quando um tal Enoch Bartlett, de Boston, decidiu, em 1800, importar uns pés dela para os Estados Unidos.
Durante a travessia, a etiqueta que identificava os pés perdeu-se. Os plantadores não perderam tempo e chamaram Pêra Bartlett à nova variedade – assim nasceu por acaso uma das mais famosas Pêras americanas.

Pêras

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