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Símbolos - Namaste / Namaskar

Namaste, ou Namaskar, é a saudação tradicional Indiana, usada para cumprimentar amigos e conhecidos, e para mostrar obediência a uma divindade. Serve igualmente de cumprimento de despedida.


Cortesia Eduardo Novo
 
Estatueta de um devoto
com as mãos em pranamasana
A saudação verbal é acompanhada com a postura das mãos em pranamasana - mãos postas ao nível do peito, palmas unidas, pontas dos dedos apontadas para cima. Se o cumprimentado é um idoso, ou uma divindade, o gesto de mãos postas é acompanhado com uma ligeira inclinação da cabeça para a frente, podendo as mãos ser postas a um nível acima do peito. O gesto em si, mesmo sem palavras, é considerado igualmente uma saudação, mas o inverso é tido como pouco cortês, mesmo desrespeitoso.

Durante a Índia antiga, esta forma de saudar espalhou-se para o Sueste Asiático, e é visível em inúmeras estátuas de devotos espalhadas por esta região e pelo sub-continente Indiano.

Etimologicamente, Namaste, mais vulgar no norte da Índia, pode ser a simplificação de uma amálgama de Namasya (ou Namaha), significando 'obediência', e Te, querendo dizer 'tu', ou 'a ti', dando Namasyate, ou seja, 'obediência a ti'. Significativamente, o termo Sânscrito para subjugação, é Niyamaha, muito parecido com Namaha.

Namaskar, mais corrente no sul, pode, igualmente, ser a simplificação de uma amálgama de Namsya, e Kaar, significando 'forma', no sentido de 'ser', dando Namasyakaar, 'obediência ao teu ser'.

A origem do gesto de mãos postas perde-se na noite do tempo, mas pode ter servido, originalmente, para mostrar que quem cumprimentava tinha intenções pacíficas, exibindo ambas as mãos desarmadas.

Antropologistas há que sustentam que o vulgar aperto de mão teve origem semelhante: dois estranhos cumprimentavam-se apertando fortemente as mãos direitas, numa demonstração de que elas estavam desarmadas. Certo é que a teoria não explica como provaria um canhoto as suas boas intenções.

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