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Símbolos - Dhoti

O Dhoti é o fato tradicional da Índia e, sem dúvida, um símbolo de afirmação cultural.


Cortesia Sudheer Birodkar
 
Par vestido tradicionalmente
É uma peça de pano, com 5 a 9 metros de comprimento, sem costuras, que se usa enrolada à volta das pernas e do tronco, e presa à altura da cinta.

No passado era indistintamente envergado por homens e mulheres, diferindo somente nos tons – discretos para os homens, brilhantemente coloridos para as mulheres. O torso ficava total ou parcialmente descoberto no tempo quente, usando as mulheres, ou não, uma banda para ocultar os seios. No tempo frio todo o corpo era coberto, reforçando-se o agasalho com xailes. A forma de enrolar o dhoti à volta do corpo variava – como ainda hoje - de região para região.


Cortesia Sudheer Birodkar
 
Par vestido tradicionalmente
O dhoti era, nas mulheres, complementado com adornos corporais diversos – coroas ou outros enfeites na cabeça, braçadeiras - bajubandha, de baju = lado e bandha = cinto -, cintos kayabandha - de kaya = cintura e bandha = cinto -, pulseiras nos braços - choodi -, pulseiras nos tornozelos - painjan -, brincos nas orelhas - jhumka -, brincos no nariz - nath - anéis nos dedos das mãos - anguthi - e anéis nos dedos dos pés - jodavi. Os adornos dos homens eram mais contidos, limitando-se, normalmente, a pulseiras e um turbante.


Cortesia Sudheer Birodkar
 
Par vestido tradicionalmente
O termo sari, que designa o dhoti feminino, terá origem, segundo alguns, no termo Prakrit - linguagem dos tempos arianos - sattika, que terá primeiro evoluído para sati e, depois, para sari.

A forma tradicional de vestir Indiana está eternizada em esculturas que datam do séc. II A.C., e pouco se alterou até aos séc. XII - XIV, altura em invasores muçulmanos começaram a ter forte presença nos nordeste e centro da Índia, e impuseram que os corpos fossem cobertos o mais possível.

Na zona de influência muçulmana, a vestimenta masculina dominante passou a ser formada por um casaco até aos joelhos, com mangas compridas, e calças largas. A feminina variava entre a calça larga, complementada com uma longa camisa e um colete curto, ou uma blusa, combinada com saia pregueada aberta à frente, mais um avental a tapar a abertura, e calças largas – ambas as variantes complementadas com um véu. Alternativamente, na segunda variante, o avental era substituído por um sari com o extremo a cobrir ombros e cabeça.

Mais a sul e a nordeste, a forma de vestir tradicional foi menos influenciada pelas tendências muçulmanas, e, ainda hoje, o uso do dhoti, combinado ou não com outras peças de vestuário, é dominante em Tamil Nadu, Kerala, Andhra Pradesh, Maharastra, Karnataka, Bihar, Bengala e Orissa.

Naturalmente, por toda a Índia, as influências ocidentais foram-se acentuando ao longo do último século, relegando progressivamente o uso do dhoti para as camadas mais velhas e para as áreas rurais. Nos centros urbanos, quem o usa fá-lo, normalmente, em casa.

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