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Uttar Pradesh - Varanasi

Varanasi vista do rio Ganges
Cortesia The World Factbook

Varanasi vista do rio Ganges

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Varanasi
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Varanasi, na margem ocidental do Ganges, é uma das mais antigas cidades do mundo continuamente habitadas, sendo amiúde considerada a capital religiosa da Índia.

Lá confluem peregrinos vindos de toda a Índia para se banharem no Ganges.

Na religião Hindu é dada grande importância à purificação pela água. É aspergida água sobre um objecto que se quer purificar, e cumpre-se o ritual de lavagem de mãos e pés para purificar os crentes antes das orações. O banho ritual é também importante, sendo praticado em festivais, ‘pujas’, cerimónias religiosas, etc..

Por isso, todos os lugares de peregrinação dos Hindus se situam junto a rios e a maioria dos templos Hindus têm um lago perto.

O banho ritual em rios sagrados como o Ganges é um acto de devoção purificadora destinado a garantir a quem o toma um lugar no céu.

Varanasi, também chamada Benares, Banaras, ou Kasi, é habitada desde o 2º milénio A.C., quando os Arianos aí estabeleceram aí o primeiro núcleo populacional do centro do vale do Ganges.

Foi capital do Reino de Kasi, no século VI A.C., no tempo de Buda, e manteve-se sempre um centro religioso e intelectual até que os muçulmanos a ocuparam em 1194. Muitos dos templos Hindus foram destruídos pelos invasores, e muitos intelectuais fugiram para outros lugares.

O Imperador Moghul Akbar, no século XVI, devolveu alguma dignidade a Varanasi, mas o declínio voltou com o Imperador Moghul Aurangzeb, no século XVII.

Subsequentemente, os Marathas recuperaram o prestígio da cidade, que se tornou, no século XVIII, capital do reino independente de Varanasi. Os ingleses, depois de ocuparem a região, fizeram do reino um estado, em 1910. E assim se manteve até que, em 1949, depois da independência da Índia, foi integrado no estado de Uttar Pradesh.

A zona sagrada da cidade de Varanasi é delimitada pela estrada de Panchakosi, que qualquer devoto Hindu espera percorrer pelo menos uma vez na vida, e a frente ribeirinha tem quilómetros de escadarias, para que os mais que 1 milhão de peregrinos por ano possam aceder ao banho no Ganges.

A cidade é ainda famosa pela produção de sedas, brocados de ouro e prata, peças em marfim e cobre.

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