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Uttar Pradesh - Kusinara

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Kusinara, ou - em Sânscrito - Kushinagara, perto da moderna Kasia, no estado de Uttar Pradesh, terá sido a localidade onde Buddah morreu e foi cremado.

Na sua derradeira jornada, Buddah, já doente, e acompanhado pelo seu mais devoto seguidor, Ananda, e outros monges, terá tomado a sua última refeição, na localidade de Pava, em casa de Cunda, um ourives seu devoto, partindo depois para Kusinara.

Kusinara era, à época - séculos VI - IV A.C. -, território dos Malla, um povo tribal muito evoluído, patrocinador das artes.

Buddah chegou lá ao anoitecer do dia de lua cheia do mês Vesakha (Maio) e, cansado, deitou-se entre duas árvores, sobre o lado direito, uma perna sobre a outra.

Cada vez mais fraco, disse a Ananda: 'Pode ser, Ananda, que alguns de vós pensem: temos a palavra do mestre que desapareceu, mas não o temos mais connosco para nos guiar. Mas, Ananda, não devem pensar assim. O que ensinei como Dhamma - verdade, doutrina - e Vinaya - disciplina - serão o vosso Mestre quando eu partir'. Depois, as suas últimas palavras, para os monges que o acompanhavam: 'Tudo é transiente, tentem conseguir os vossos propósitos com diligência'.

Os Mallas mandaram cremar o corpo de Buddah uma semana depois, não tardando uma disputa pelas suas relíquias entre os seus derradeiros anfitriães e reinos regionais como os Magadha, Vesali, e Kapilavatthu. A questão acabou resolvida por um sacerdote Brahman chamado Dona, com o argumento que não deveriam disputar-se as relíquias de quem pregou a paz. Os restos sagrados acabaram divididos em oito partes, tendo sobre eles sido erigidos stupas, um deles, o Mukutbandhan Chaitya ou Ramabar Stupa, em Kusinara.

O Ramabar Stupa, quando foi reencontrado, em 1854, por H. H. Wilson, um oficial da Companhia das Índias Orientais, era um amontoado de tijolos, com 12 m de altura, rodeado por densa floresta. Trabalhos que se iniciaram, em 1861-62, com Alexander Cunningham, fundador da Archaeological Survey of India, prosseguiram com A. C. L. Carlleyle, e culminaram, entre 1904 e 1907, com J. Ph. Vogel, permitiram a recuperação do local e de um valioso acervo de materiais Budistas.

A localidade ainda hoje é um dos mais importantes locais de peregrinação para os seguidores de Buddah.

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O Mukutbandhan Chaitya, ou Ramabar Stupa, em Kusinara
Cortesia Eduardo Novo

O Mukutbandhan Chaitya, ou Ramabar Stupa, em Kusinara
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