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Tamil Nadu - Chennai

 

Chennai, ou Cennai – em Tamil -, é a capital do estado de Tamil Nadu, também conhecida por Madras, seu nome no tempo da Companhia das Índias Orientais.

Chennai está situada na costa de Coromandel, tem um enorme porto artificial, um dos principais da Índia, e é o centro comercial e industrial da área circundante, com complexos químicos, curtimentos e indústria têxtil.

É atravessada, de norte para sul, por uma canal navegável com um comprimento total de 500 km, usado por embarcações pequenas para evitarem as dificuldades da costa.

Desde 1611 que a Companhia das Índias Orientais tinha um entreposto comercial em Masulipatam, hoje no Andhra Pradesh. Em 1639, decidida a deslocar-se para mais perto dos centros de tecelagem de algodão de onde obtinha artigos para exportação, mudou o entreposto para Madraspatnam, uma aldeia piscatória, depois de ter conseguido autorização do Rajá de Chandragiri para aí construir uma fortaleza. Assim nasceu Fort Saint George, o primeiro entreposto fortificado da Companhia na Índia, que passou a ser o seu quartel general para o sul do território Indiano a partir de 1641. À sua volta começou a nascer o aglomerado populacional de Chennai – na altura Madras, nome encurtado da aldeia de Madraspatnam que lhe esteve na origem. O forte, cujo nome homenageava o santo patrono de Inglaterra, foi brevemente tomado pelos franceses em 1746, e retomado em 1748. Nessa altura sofreu profundas obras de reconstrução que o tornaram capaz de repelir novas investidas dos franceses, em 1758-59. Mais tarde, em 1769 e 1780, foi ameaçado, sem sucesso, por Hyder Ali, nawab - vice- rei Moghul - de Mysore – actual Karnataka. Ainda hoje está de pé e alberga uma pequena colecção de antiguidades, lembranças mudas das actividades da Companhia das Índias Orientais na região.

Na resistência às investidas francesas de de 1758-59 teve papel importante George Pigot, que aos 17 anos entrara ao serviço da Companhia das Índias Orientais, e chegara a governador e comandante em chefe de Madras em 1755. Não só resistiu como retaliou, ocupando Puducherry, colonato francês, em nome da Companhia, após uma força comandada pelo tenente-coronel Eyre Coote ter aí esmagado as forças francesas, em 1761. Pigot voltou a Inglaterra em 1763, com uma considerável fortuna, e foi feito Barão no ano seguinte. Foi parlamentar entre 1765 e 1777, e feito par do Reino em 1766. Voltou a Madras em 1775, para de novo exercer o poder. Até aqui, uma história quase paralela à de Robert Clive em Calcutá. Mas Pigot, numa cruzada anti-corrupção, viria a desencadear um conflito com as estruturas locais da Companhia das Índias Orientais que levou à rebelião destas e à sua prisão pelos rebeldes. De Londres saiu ordem para a sua libertação, mas Pigot morreria antes de a ver chegar, em 11 de Maio de 1777. Em 1779, quatro dos responsáveis pela sua detenção seriam julgados e multados.

Enquanto a história seguia o seu curso, Madras foi crescendo em torno de Fort Saint George, atraindo tecelões de algodão cativados pelas oportunidades comerciais trazidas pela presença inglesa. Entre 1641 e 1801, à medida que o poder dos soberanos locais enfraquecia, foi subindo na hierarquia estratégica da Companhia das Índias Orientais, acabando como capital do sul da Índia Britânica.

Pormenor do Templo Hindu Kapaleeswarar, em Chennai
Cortesia Galen Frysinger

Pormenor do Templo Kapaleeswarar, em Chennai

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