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Maharashtra - Caves de Ellora

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Complexo de 34 caves escavadas na rocha dos montes Charanandri, no estado de Maharashtra, a cerca de 100 km das Caves de Ajanta.

O conjunto é demonstrativo da tolerância religiosa prevalecente na Índia antiga. Numeradas sequencialmente, lado a lado, estão 12 caves Budistas (caves 1 a 12), 17 Hindus (13 a 29) e 5 Jains (20 a 34). As caves Budistas terão sido construídas entre 630 e 700, as Hindus entre meados do séc. VI, e o fim do séc. VIII, as Jains nos séculos IX e X. Muitas, provavelmente, terão sido patrocinadas pela dinastia dos Rashtrakutas, que reinou na região entre 795 e 975.

Ao contrário das Caves de Ajanta, as de Ellora nunca estiveram perdidas. A prová-lo, as referências a elas feitas em relatos de vários personagens que as visitaram ao longo dos séculos: o geógrafo árabe Al-Mas'udi (séc. X), o Sultão Hasan Gangu Bahmani (1352), Thevenot (1633–67), Niccolao Manucci (1653-1708), Charles Warre Malet (1794), e Seely (1824).

Ellora, ou Elura, corruptelas do antigo nome, Elapura, é Património da Humanidade reconhecido pela UNESCO, uma distinção para o irrepetível trabalho feito por milhares de artífices ao longo de séculos.

As caves Budistas repartem-se entre caityas - santuários - e viharas – mosteiros. A mais notável é a Cave 10, o Vishwakarma, um caitya, com teto trabalhado por forma a simular travejamento de madeira, e, no seu centro, uma imagem de Buddah em oração, com 4,5 m de altura.

As caves Hindus são templos, dos quais o mais impressionante é o Kailasanatha, dedicado a Shiva, Cave 16, que cobre uma área de 50 x 30 m, e tem 30 m de altura, com quatro andares. A sua construção implicou a remoção de 150.000 a 200.000 toneladas de rocha sólida. Contém monólitos decorativos, inúmeras esculturas de deuses Hindus, animais, figuras mitológicas, objectos de culto como o linga, e painéis minuciosamente pintados. Escadas, portas, e janelas, estão todas elaboradamente entalhadas.

As caves Jains - igualmente templos - reflectem a sobriedade desta corrente religiosa, sendo comparativamente mais pequenas que as caves afectas às outras religiões. Todavia, não deixam de estar ornamentadas com trabalhos artísticos excepcionalmente detalhados. A mais relevante será talvez a Indra Sabha, Cave 32, com dois andares, uma flor de lotus cuidadosamente esculpida no teto, e uma imponente estátua de Ambika, uma forma benévola da deusa Shakti, montada num leão, sob uma mangueira carregada de frutos.

Fotos Galeria

Um dos templos Hindus de Ellora
Cortesia Galen Frysinger

Um dos templos Hindus de Ellora

Pintura mural num dos templos Hindus de Ellora
Cortesia Sudheer Birodkar

Pintura mural num dos templos Hindus de Ellora


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Entrada Cave
Pátio
Estátua
Pilar
Linga [1]
Linga [2]

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