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Lakshadweep - Kavaratti

 

Kavaratti é a capital de Lakshadweep, e está situada numa pequena ilha – 5,5 km de comprimento, e 1,2 km de largura máxima – com o mesmo nome.

O seu património arquitectónico, marcado pela presença de várias mesquitas, é consequência da conversão ao Islão dos ilhéus, ocorrida ao longo do século VII, na sequência de contactos continuados com os navegadores árabes que continuamente cruzavam o Mar da Arábia, e da actividade missionária muçulmana. Notáveis são os pilares e tetos de madeira entalhada das mesquitas, e as pedras esculpidas dos cemitérios.

Na cidade existem ainda vários prédios administrativos e um aquário, um tributo ao mar que rodeia Lakshadweep.

Curioso é notar que Karavatti, e o restante arquipélago, foram durante séculos governados por mulheres.
Antes de 1100, um pequeno reino Hindu da Costa do Malabar, na região do actual Estado de Kerala, governado pela dinastia Kulasekhara, anexou as ilhas.
À Kulasekhara sucedeu, em 1102, outra dinastia Hindu, a Kolathiri. Uma das princesas da dinastia viria casar com um convertido ao Islão. Para proteger a tradição matriarcal de Kerala, foi formado, na região de Cannanore, um pequeno reino, que incluía o arquipélago.
Várias bibis - soberanas femininas – governaram as ilhas, até que, na década de 1780, parte do arquipélago – as Ilhas Amindivis – caiu na posse do Sultão de Tipu. Morto este em batalha com os ocupantes ingleses da Índia, em 1799, as Amindivis passaram a ter administração britânica, continuando o resto do arquipélago a ser governado pela bibi da época. Em troca, a soberana devia pagar aos ingleses um tributo anual.
Constantes atrasos nesse pagamento, obrigaram a bibi a ceder a administração aos ingleses, em 1908.
A soberania do arquipélago viria a ser transferida para a Índia quando o país se tornou independente, em 1947.

Jardim de Kavaratti

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