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Himachal Pradesh - Shimla

 

Shimla, ou Simla, é a capital de Himachal Pradesh.

A região de Shimla foi, desde cedo, palco de disputas que visavam controlar as rotas dos mercadores que circulavam, através dos Himalaias, entre a Índia e o Tibete. Por lá andaram forças dos Impérios Hindus – os Mauryas, primeiro, os Guptas, depois -, e do Império Moghul. Na segunda metade século XVIII, foi a vez de o vizinho Nepal tentar a sua sorte, usando a mestria da sua tropa Gurkha, uma temível unidade militar criada, no século XVI, pelo soberano nepalês Prithvi Narayan Shah. A ameaça acabou por incomodar os ocupantes ingleses da Índia, desencadeando uma guerra – a Guerra Gurkha – que começou em 1813, e acabou em 1816 com o Tratado de Katmandu. O tratado, reflectindo o mútuo respeito das forças em confronto, reconheceu a independência do Nepal, mas também o direito dos ingleses à terra onde hoje Shimla está. Num parêntesis, diga-se que, tão convencidos ficaram os ingleses das capacidades guerreiras dos Gurkhas que, a partir de meados do século XIX, começaram a recrutar um número significativo deles para as suas forças na Índia. Ainda hoje os Gurkhas são uma minoria importante do exército Indiano.

Garantida a posse do local, a cerca de 2.200 m de altitude, depressa os ingleses começaram a dar forma à cidade, com o escocês Charles Pratt Kennedy a construir a primeira casa, em 1822. Depressa o sítio captou as atenções da hierarquia inglesa e se desenvolveu. Tão agradáveis eram a paisagem e o clima locais que, em 1864, Shimla ganhou, com Sir John Lawrence – vice rei da Índia de 1864 a 1869 -, o estatuto de capital de Verão da Índia britânica. E assim continuou até 1939.

Chegada a independência da Índia, em 1947, Shimla foi, entre esse ano e 1953, capital transitória do Punjab, enquanto se construía Chandigarh. Com a criação do definitivo Estado de Himachal Pradesh, em 25 de Janeiro de 1971, foi feita capital estadual.

A cidade conserva muitos dos edifícios do tempo da ocupação na sua traça original, tendo-lhes dado nova utilidade – por exemplo, na casa do vice rei inglês funciona agora o Indian Institute of Advanced Study.

Dentro e fora de Shimla, muitos são os templos visitados por devotos das localidades próximas, e não só: o Templo Kali Bari, dedicado à deusa Hindu Kali; o Templo Jakhoo, em honra do deus macaco Hindu Hanuman, erguido no ponto mais alto da cidade; o Templo Sankat Mochan, também dedicado a Hanuman e famoso pelos muitos macacos da típica espécie Indiana Langur Hanuman – Presbytis entellus -, que por lá deanbulam; o Templo Tara Devi, cenário de rituais e festivais; etc..

Bem conhecida, e procurada pelos visitantes, é a variada produção dos artesãos locais: joalharia, vestuário e adornos bordados, artigos em couro, esculturas e utilidades talhadas em madeira, pinturas, tapeçaria diversa, etc., etc.. Uma extensa mostra destes produtos pode ser admirada no Museu Estadual, inaugurado em 1974.

Perto de Shimla ficam o Campo de Golfe de Naldehra, de 9 buracos, o mais antigo do género na Índia, Kufri, uma estância de esqui, Tatta Pani, uma nascente de águas sulfurosas, na margem do rio Satluj e junto ao Templo Tatta Pani Mandir.

HLangur Hanuman junto ao Templo Sankat Mochan, perto de Shimla
Cortesia David Jones

Langur Hanuman – Presbytis entellus - junto ao Templo Sankat Mochan, perto de Shimla

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