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Daman and Diu - Diu

 

A cidade de Diu fica na ilha com o mesmo nome do Golfo de Khambhat (Cambaia), no Mar Arábico, ao largo da costa sul da Península de Kathiawar do Estado de Gujarat. O nome derivará do sânscrito dvipa = ilha.

No século XVI era um importante porto das rotas comerciais e de peregrinação entre a Índia e o Médio Oriente, cedo captando as atenções dos navegadores portugueses quando chegaram à Índia.

Em 1513 foi tentada a instalação de um posto comercial português na cidade, mas as negociações com os locais não tiveram um final feliz. Outras tentativas foram feitas, pela via militar, nomeadamente em 1521, por Diogo Lopes de Sequeira, e 1531, por Nuno da Cunha. Sem sucesso.

Todavia, em 1535, Diu acabou por cair em mãos portuguesas na sequência de um tratado feito com o Sultão de Gujarat, Bahadur Shah. A cidade foi moeda de troca para uma ajuda militar ao Sultão contra as investidas do Império Moghul sedeado em Delhi, abrangendo o acordo feito a autorização para a construção de um forte português, guarnecido por tropas portuguesas.

Arrependido, cedo Bahadur Shah tentou recuperar Diu, mas foi derrotado, e morto, na refrega com os portugueses. Começou assim um período de confrontos dos ocupantes com os senhores do Gujarat, que culminaria, em 1538, com o cerco à cidade levado a cabo por Coja Sofar, ajudado pelo turco Suleiman Pasha. A guarnição portuguesa, comandada por António da Silveira, resistiu, e o cerco foi levantado em 1540.

Coja Sofar voltou a sitiar Diu em 1546, mas de novo o cerco foi repelido pelas forças portuguesas, comandadas em terra por João de Mascarenhas, e no mar por D. João de Castro, o vice rei português da Índia na altura. Coja Sofar e Fernando de Castro, filho do vice rei, morreram nos combates travados.

D. João de Castro ofereceria as suas barbas como penhor para obter do município de Goa o dinheiro necessário para a reconstrução das defesas de Diu, deixadas em muito mau estado pelo segundo cerco. Tão bem reconstruídas foram que resistiram a subsequentes ataques do Sultão de Muscat, e até, no fim do século XVII, dos holandeses, então despertados para a aventura das especiarias.

A partir do século XVIII Diu perdeu importância no xadrez regional, mas continuaria ocupada pelos portugueses até 19 de Dezembro de 1961, data em que foi tomada por tropas Indianas.

Na parte velha de Diu sobressaem construções deixadas pelos portugueses: o forte construído e melhorado entre 1535 e 1545, a Igreja de S. Paulo, terminada em 1610 – ainda hoje um templo -, a Igreja de S. Francisco de Assis, de 1593 – presentemente um hospital -, a Igreja de S. Tomé – actualmente um museu.

A cidade é um importante pólo turístico, com hotelaria e locais de diversão em rápido crescimento. Na costa são praticáveis diversos desportos náuticos, com a praia de Nagoa e o farol-ilhota a serem populares destinos turísticos. A pesca é também uma actividade importante.

Em Diu, ao contrário do que acontece no vizinho Gujarat, é permitido o consumo de bebidas alcoólicas.

Ameias do Forte de Diu

Ameias do Forte de Diu

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