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Daman and Diu - Daman

 

A cidade de Daman – Damão, quando esteve ocupada pelos portugueses – deve provavelmente o seu nome ao Rio Damanganga, em cuja foz está situada.

O Damanganga divide Daman em duas: Nanidaman –Damão Pequena– e Motidaman –Damão Grande -, unidas por duas pontes.

Desde o tempo do Império Maurya, Daman conheceu o domínio de vários poderes locais e regionais, e, no século XIII, fez parte do Estado de Ramnagar, que se tornou dependente do Sultão do Gujarat.

Situada no Golfo de Khambhat, encravada no extremo sueste do Gujarat, foi, por mero acaso, visitada, em 1523, pelo português Diogo de Melo, que lá foi parar desviado por uma tempestade da sua rota para Ormuz. Depois, em 1531, Daman foi saqueada e queimada pelos portugueses. Reconstruída, de novo forças portuguesas, comandadas por Martim Afonso de Sousa, a atacaram, e ocuparam, em 1534.

Na altura, para além de ser um importante porto, a cidade tinha excelentes docas e estaleiros, infra-estruturas que foram preservadas, e fomentadas, pelos ocupantes portugueses, nos séculos que lá permaneceram.

Foi nos estaleiros do Real Arsenal da Marinha de Damão que foi construída – com madeira de teca de Nagar Haveli - a fragata “D. Fernando II e Glória”, o último navio português de longo curso à vela.
O nome pretendia homenagear o casal reinante na altura - o rei consorte Ferdinand Saxe Coburg Gotha, D. Fernando II, e a Rainha D. Maria II, de nome próprio Maria da Glória -, mas também invocar a protecção de Nossa Senhora da Glória, santa de que os Goeses eram especialmente devotos.
Lançada ao mar em 22 de Outubro de 1843, foi rebocada para Goa para ser aparelhada. A sua primeira viagem começou em Goa a 2 de Fevereiro de 1845, e terminou em Lisboa a 4 de Julho do mesmo ano.
Seria o ultimo navio a assegurar a chamada “Carreira da Índia”, que, durante mais de três séculos, ligou Portugal às suas colónias na Índia, e desempenhou, durante os seus 33 anos de vida no mar, muitas outras missões. Nunca entrou em combate, apesar de estar equipada com 50 bocas de fogo.
Após as sua última viagem, uma missão de instrução aos Açores, nunca mais saiu do Tejo. Foi Escola Prática de Artilharia Naval, navio chefe das forças navais no Tejo - a partir de 1938 -, equipamento social para treino de marinharia dado a jovens desfavorecidos – a partir de 1940 -, até que, em 1963, foi seriamente danificada por um fogo.
Recuperada pela Marinha Portuguesa entre 1992 e 1997, esteve exposta na Expo 98. Hoje é navio museu da Armada.

A ocupação portuguesa viria a terminar em 19 de Dezembro de 1961, data em que Daman foi retomada por tropas Indianas.

Contrariamente ao que os nomes deixam supor, Nanidaman é a maior e mais moderna parte da cidade, sendo Motidaman formada essencialmente pela parte velha de Daman. Aí se encontra um forte construído pelos portugueses no século XVI, e hoje usado para alojar muitos dos serviços públicos da cidade.

Daman é um popular destino turístico, especialmente para residentes do Gujarat. Tem duas praias muito procuradas: Devka, em Nanidaman, e Jampore, em Motidaman. Perto, em vias de conclusão, na aldeia de Varkund, uma mega infra-estrutura que combina um hotel de luxo, com clube nocturno, spa, casino, etc..

Daman, e as vizinhas Vapi, Bhilad-Sarigam, Bilimora, e Silvassa são vértices de uma área fortemente industrializada que está entre as cinco mais poluídas regiões do mundo.

Outras actividades menos poluentes são a extracção de seiva do coqueiro e a pesca, com exportação de ghol, um produto com origem em peixe seco, que serve para fazer gelatina.

Em Daman, ao contrário do que acontece no vizinho Gujarat, é permitido o consumo de bebidas alcoólicas.

Trecho costeiro de Daman

Trecho costeiro de Daman

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