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História - Alexandre o Grande

No século IV A.C., o noroeste da Índia foi invadida por Gregos Macedónios, comandados por Alexandre o Grande.

No princípio do Verão de 327 A.C., Alexandre partiu de Bactria, uma região entre as montanhas do Hindu Kush e o rio Amu Daria, hoje repartida pelo Afeganistão, pelo Uzbequistão e pelo Tajiquistão. Levava consigo 35.000 combatentes, mais 80.000 acompanhantes.

A caminho da Índia, dividiu o seu exército em duas metades; uma chefiada por Hephaestion e Perdiccas, comandantes de cavalaria, que avançou pelo desfiladeiro de Khyber; outra, incluindo tropas e maquinaria de cerco, comandada por ele próprio, que progrediu através de uma região montanhosa mais a norte.

Ao avançar pelos vales de Peshawar e Swat - no Paquistão moderno -, Alexandre conquistou a quase inexpugnável escarpa de Pir-Sar, poucos quilómetros a oeste do rio Indus, e a norte do rio Buner. Uma tarefa difícil, mesmo nos dias de hoje.

Na Primavera de 326 A.C., atravessou o Indus perto de Attock – no actual Punjab Paquistanês -, e entrou em Taxila – também no Paquistão de hoje. O rei de Taxila, Taxiles, pôs ao serviço de Alexandre tropas e elefantes, em troca de apoio contra um seu rival, Porus, que governava o território entre os rios Jhelum e Chenab - ambos no Paquistão moderno.

Em Junho, Alexandre travou a sua última batalha na margem esquerda do Jhelum. Fundou aí duas cidades: Alexandria Nicaea – para comemorar a sua vitória – e Bucephala – em homenagem ao seu cavalo Bucephalus, que lá morreu –, e fez de Porus seu aliado.

Ao dirigir-se para o rio Beas – já nos actuais Himachal Pradesh e Punjab -, Alexandre enfrentou uma revolta dos seus homens. Cansados de corpo e espírito, tiveram um dos generais de Alexandre, Coenus, como porta voz.

Alexandre aceitou voltar para trás e mandou erigir, junto ao Beas, 12 altares aos 12 Deuses do Olimpo.

Junto ao Jhelum, mandou construir uma frota de 800 a 1000 navios, decidido a nela descer o rio, rumo ao Indus.

Embarcou metade das forças, pondo a outra metade a descer o rio por ambas as margens, em três colunas.

A marcha terrestre ficou marcada pela conquista de Malli – no actual Punjab Paquistanês -, perto do rio Ravi. Na tomada desta cidade, as tropas de Alexandre, que sofreu um grave ferimento na refrega, mataram, sem mercê, muitos dos habitantes. Estava-se, então, em 325 A.C..

Chegado a Patala, no delta do Indus, Alexandre fez construir um porto, com docas. Partindo daí, explorou os dois braços do rio que, à época, acabariam no Rann de Kachchh, zona pantanosa salina hoje partilhada pela Índia e pelo Paquistão.

Depois, empreendeu a viagem de regresso à Grécia por terra, mas despachou uma parte das forças por mar, numa frota de 100 a 150 navios, comandada por Nearchus. O objectivo era explorar o Golfo Pérsico.

Alexandre partiu em Setembro de 325 A.C., seguindo pela costa em direcção a Gedrosia – no Baloquistão Paquistanês actual. O terreno montanhoso depressa o forçou a virar para o interior, falhando assim a missão de construir depósitos avançados de mantimentos para a frota de Niarchus, que só partiria em Outubro com os ventos favoráveis da monção.

Entretanto Alexandre já despachara o seu o seu oficial Craterus, com bagagens, máquinas de cerco, elefantes, doentes e feridos, por uma rota que incluía o desfiladeiro Mulla, Quetta – no moderno Baloquistão Paquistanês -, Kandahar – no presente Afeganistão - e, finalmente, vale do rio Helmand – nos Afeganistão e Irão de hoje. Daí, Craterus continuaria, indo juntar-se ao exército principal no rio Minab – no Irão moderno.

A marcha de Alexandre foi desastrosa. Numa região desértica, com escassez de água e comida, muitos viriam a perecer. E a catástrofe só assumiu piores proporções quando Alexandre e os seus acompanhantes foram surpreendidos por uma cheia de monção no acampamento feito num vale.

No fim, Alexandre conseguiu reunir-se, no rio Minab, com Craterus e Nearchus, cujos contingentes haviam sofrido, igualmente, baixas consideráveis.

Acabava, assim, a aventura dos Gregos que, após conquistarem parte do noroeste da Índia de então, abandonaram o território.

Atrás de si deixaram numerosas colónias que vieram a ser absorvidas pelos locais.

Deixaram, também, marca profunda na evolução da Arte Indiana, especialmente com a introdução do uso da pedra em esculturas.

 
 

Cortesia Sumit Bhagra

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