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Absinto

 

Especiaria:   

Absinto

Nome da Planta:   

Absinto

Nome Botânico:   

Artemisia absinthium Linn.; Absinthium vulgare Gaertn.; Absinthium officinale Lam.

Género:   

Artemisia

Família:   

Compositae ou Asteraceae

Porte:   

Arbusto

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Zonas temperadas da Europa e da Ásia

Distribuição:   

Fiel à suas zonas de origem. Em Portugal, cresce nos terrenos arenosos, pedregosos e estéreis do Minho, de Trás-os Montes e do Douro. Na Índia, encontra-se em Kashmir, numa faixa de altitudes entre os 1500 e os 2100 m.

Partes Usadas:   

 Folhas e flores

Têm sabor aromático, mas bastante amargo. O seu uso na culinária é escasso, embora sejam usadas, em Espanha, para aromatizar vários pratos, e, na Alemanha, para condimentar o ganso assado, Weihnachtsgans, com alguns raminhos postos no interior do animal, ou, se ele for recheado, com algumas folhas adicionadas ao recheio.
É no domínio das bebidas que mais são utilizadas: as flores são ingrediente obrigatório do vermute, que, aliás derivou o nome de um dos nomes alemães da planta, Wermut; nos Montes Carpátos é corrente encontrar vinho aromatizado com pés de Absinto; muitos apreciadores de vodka não dispensam pôr um bom pé da planta em cada garrafa, algum tempo antes de a beberem.
Todavia, o Absinto ficou famoso pela bebida que dele tomou o nome, e foi responsável por inúmeras mortes, sobretudo em França, no fim do século XIX e no início do século XX.
O primeiro produtor de uma bebida alcoólica de sabor baseado no Absinto terá sido um tal Dr. Ordinaire, fugido de França para a Suiça no tempo da Revolução Francesa. Em meados do século XIX, duas firmas francesas independentes, mas pertencentes a empresários com o mesmo nome, a Herman Pernod e a Pernod Père et Fils, começaram a produzir bebidas segundo receitas muito parecidas, em que o principal agente aromatizante era o Absinto. Em 1915, os efeitos devastadores destas bebidas - o Absinto tinha o cognome de Diabo Verde - fizeram o Governo francês legislar contra a sua fabricação. Com o futuro ameaçado, as duas empresas uniram esforços numa batalha legal pela sua sobrevivência. Perderam, o Absinto foi retirado das receitas, e as duas firmas juntaram-se para passar a produzir, desde então, o famoso Pernod 45, cujo sabor se deve ao anis estrelado.
Foram dois os responsáveis pela toxicidade do Absinto, bebida: o álcool, que muitas vezes excedia os 60% em volume, e a tujona, um dos componentes do óleo essencial contido nas folhas e flores da planta, presente com 50 ppm.
A tujona, segura em pequenas doses, torna-se um alucinogénio aditivo em doses elevadas.
Na Índia, ao que sabemos, nem flores nem folhas têm qualquer uso alimentar.

 Óleo Essencial

As folhas e flores contêm 0,03 a 0,3% de óleo essencial composto por terpenos e seus derivados, cineol, tujona, cânfora e linalol. Todavia, a proporção dos vários componentes varia fortemente com a natureza e fertilização do solo, o clima e o momento da colheita das folhas e flores.
Atenção !
Este Óleo Essencial só deve ser usado por especialistas, ou com assistência deles.

Propriedades:   

Na fitoterapia o Absinto é empregue como tónico geral e estimulante das funções estomacal e hepática, mas o seu uso deve ser moderado e caber a especialistas.

Notas:   

São várias as espécies intimamente aparentadas com o Absinto, que dão folhas e flores com sabores muito similares. As mais importantes:
Artemísia, Artemísia Verdadeira, Artemísia Comum, ou Erva de S. João, Artemisia vulgaris Linn., que, entre nós, aparece em terrenos pedregosos, incultos, sebes, margens de campos e caminhos. Na Índia existe a variedade Artemisia vulgaris Linn. var.nilagirica Clarke. ou Artemisia nilagirica (Clarke), que ocorre nas regiões montanhosas, especialmente nos Gates Ocidentais, e desde a costa de Konkan até Kerala.
Abrótano, Abrótano Macho ou Erva Lombrigueira, Artemisia abrotanum L. ou Artemisia variabilis Ten, que medra em terrenos arenosos e estéreis, margens de campos e caminhos do nosso continente, mas também na vizinha Espanha e em Itália. Goza da fama de ser um bom repelente de pulgas e traças, o que lhe valeu o nome francês de Garde-robe.
Losna Menor ou Losna do Algarve, Artemisia arborescens L., das areias marítimas do Algarve.
Madorneira, Artemisia crithmifolia L., das areias marítimas de toda a nossa costa.
Artemísia Mole ou Erva das Sezões, Artemisia mollis Gay., que aparece em terrenos incultos do continente.

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