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Salva

 

Especiaria:   

Salva

Nome da Planta:   

Salva

Nome Botânico:   

Salvia officinalis L.

Género:   

Salvia

Família:   

Lamiaceae ou Labiatae

Porte:   

Herbácea a arbusto

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Bacia Mediterrânica e Ásia Menor

Distribuição:   

Hoje está espalhada um pouco por todo o mundo, em regiões onde o clima lhe é propício, muitas vezes cultivada como especiaria, outras vezes como ornamental. Para a sua disseminação na Europa muito contribuiu o Capitulare de villis, de Carlos Magno.
Na Índia, tanto quanto sabemos, é cultivada apenas em jardins, como ornamental.

Partes Usadas:   

 Folhas

Usam-se frescas, ou secas, e suportam bem a congelação rápida, metidas em sacos plásticos.
Embora o seu uso seja ancestral, hoje está quase limitado à faixa Mediterrânica que se estende da Espanha à Grécia, com realce para a Itália, onde não são dispensadas para enriquecer o sabor de pratos de massas, aves e carne, em especial vitela - Saltimbocca alla Romana é um exemplo, com finas fatias de vitela a serem salteadas com presunto e folhas de Salva, e depois caldeadas com vinho a gosto, branco, tinto, ou marsala. Mas são também usadas para envolver pequenos pássaros antes de os assar - tordos, p. ex. -, para introdução em golpes praticados em peças de carne que vão assar, para aromatizar saladas de sabor vigoroso, para temperar ervilhas e feijões, em substituição da mais tradicional segurelha.
Fora da zona do Mediterrâneo, são usadas em Inglaterra para temperar assados de porco e enchidos caseiros, e, combinadas com cebola, em recheios para pato. Na Alemanha, são tempero obrigatório de sopas de enguias, e embrulham pedaços de enguia que vão ser cozinhados.

 Óleo Essencial

As folhas contêm 1 a 2,5% de óleo essencial cuja composição é dominada por tujona (30 - 45%) e cineol (15%). Extrai-se por destilação e é usado em aromaterapia, com a designação Ol. Salviae.
Mas, Atenção !
São inúmeras as espécies do género Salvia intimamente aparentadas com a Salvia officinalis. De muitas delas se extraem óleos essenciais aromáticos, alguns contendo componentes tóxicos. Por isso, especial atenção à origem do óleo.

Propriedades:   

A Salva é estomáquica, tónica, depurativa e diurética

Notas:   

São muitas as espécies do género Salvia espalhadas pelo mundo.
Entre nós existem:
Salva Silvestre, Salvia sclarea L., espontânea em Trás-os-Montes, por vezes cultivada como ornamental em jardins. As folhas desta espécie, muito aromáticas, estão hoje completamente esquecidas na cozinha, mas, segundo texto de 1699, 'não devem rejeitar-se em omeletas; a temperar natas, fritas em polme doce, e comidas com açúcar e sumo de laranja ou limão'. Outrora foram também usadas para dar aos vinhos do Reno um sabor a Moscatel, e daí o seu nome alemão Muskatellersalbei - Salva Moscatel.
Salva Larga, Salvia argentea L., que aparece nos incultos, searas, e margens de campos, sobretudo no Alentejo e no Algarve, e é ocasionalmente cultivada como ornamental.
Na Europa, merecem referência, entre outras:
Salva Espanhola, Salvia officinalis L. ssp. lavandulifolia, considerada de espécie de qualidade inferior;
Salva Dálmata, Salvia officinalis L. ssp. minor, espécie muito apreciada pelos gastrónomos;
Salva Grega, Salvia triloba, cujo óleo essencial é ocasionalmente usado para adulterar o da Salvia officinalis.
Na Índia, todas usadas em medicinas tradicionais locais, encontram-se:
Salva Vermelha, Salvia coccinea Linn., cultivada como ornamental;
Salva Venosa, Salvia haematodes Linn., também cultivada como ornamental;
Salva Campestre, Salvia aegyptiaca Linn. ou Salvia pumila Benth, dos terrenos áridos de uma área que se estende de Delhi para ocidente até ao Punjab e ao Rajasthan, e para sul até ao Gujarat e a Maharashtra;
Salva Peluda, Salvia lanata Roxb., das regiões temperadas dos Himalaias, desde Kashmir ao Nepal;
Salva de Montanha, Salvia moorcroftianaWall. ex Benth., da região noroeste dos Himalaias, a altitudes de 2.000 - 3.000 m;
Salva Plebeia, Salvia plebeia R. Br., que aparece por toda a Índia, em planícies e serranias até aos 1.500 m.

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