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Pimenta do Congo

 

Especiaria:   

Pimenta do Congo

Nome da Planta:   

Pimenteira do Congo

Nome Botânico:   

Xylopia aethiopica [Dun.] A. Rich.

Género:   

Xylopia

Família:   

Annonaceae

Porte:   

Árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

África tropical

Distribuição:   

Encontra-se na África equatorial, numa faixa delimitada pelos paralelos 15 norte, e 15 sul, que se estende, a norte, do Senegal à Etiópia e, a sul, de São Tomé e Príncipe a Moçambique

Partes Usadas:   

 Frutos

Parecem pequenas favas retorcidas, com 3 - 5 cm de comprimento e 4 - 6 mm de espessura. Contêm 4 - 12 sementes em forma de feijão, cujos contornos são perceptíveis de fora.
Usam-se depois de secos, tendo sabor pronunciadamente picante, mas aromático, lembrando uma mistura de pimenta cúbeba com noz moscada. Por vezes são secos ao fogo, juntando-se então um atraente toque fumado ao picante. É frequente vê-los nos mercados africanos, enfiados em cordéis, formando pequenos colares.
Ao que sabemos, o seu uso culinário está hoje restringido às regiões de África onde a árvore mãe cresce, mas encontrámos uma referência ao seu uso na Índia, sob o nome Suvaali Pippali, em suparis.
Foram usados na Europa como substitutos da pimenta preta, antes desta, no séc. XVI, começar a chegar regularmente aos circuitos comerciais europeus, com estabelecimento dos portugueses na Índia.Depois, as importações europeias de Pimenta do Congo só aconteceram em tempos de guerra, logo de escassez de pimenta preta, tendo as últimas acontecido entre o fim da 2ª Guerra Mundial e os anos 60 do séc. XX.

Propriedades:   

A medicina popular africana usa os frutos como carminativos, estomáquicos, e antissépticos do intestino, administrando-os para combater disenterias

Notas:   

Existe, na África equatorial, a Xylopia striata, espécie aparentada com a Pimenta do Congo, que tem igual utilização, e, na América do Sul, outra parente, a Xylopia aromatica, chamada Pimenta de Burro no Brasil, também usada para os mesmos fins pelos índios brasileiros.
Em São Tomé e Príncipe, a madeira da Pimenteira do Congo, elástica e resistente, foi muito usada para a feitura de remos e mastros para embarcações artesanais, tanto que mereceu os nomes de Remo, no Príncipe, e Untué do Bote, ou, mais simples, Untué do Bô, em São Tomé.

Malagueta Preta

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