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Alfazema

 

Especiaria:   

Alfazema

Nome da Planta:   

Alfazema

Nome Botânico:   

Lavandula angustifolia Mill.; Lavandula spica L.; Lavandula spica - var. augustifolia (Ging.) Briq.; Lavandula officinalis Chaix; Lavandula vera

Género:   

Lavandula

Família:   

Lamiaceae ou Labiatae

Porte:   

Arbusto

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Mediterrâneo Ocidental

Distribuição:   

Continua espontânea na sua região de origem, mas é cultivada em diversos países, tais como França, Inglaterra, Hungria, Bulgária, EUA, etc.. Na Índia, é cultivada em Jammu and Kashmir.

Partes Usadas:   

 Folhas e Flores

Têm sabor forte, perfumado, misturado com um toque amargo, que é mais pronunciado nas folhas que nas flores.
O seu uso culinário parece estar limitado à cozinha da Provença, região do sul da França, onde fazem, quase obrigatoriamente, parte da mistura herbes de provence. Isoladamente, o seu uso orienta-se para pratos robustos, em que uma aromatização forte não destoa.
Já vimos também aconselhada a sua utilização, de mistura com alho, para condimentar queijos do tipo roquefort.
Não lhe conhecemos qualquer aplicação culinária na Índia.

 Óleo Essencial

As folhas e flores contêm 1 a 3% de óleo essencial rico em acetato de linalil (30 - 55%) e linalol (20 - 35%).
Extraído por destilação, é a principal razão para o cultivo intensivo de Alfazema praticado nalguns países, França nomeadamente. É largamente empregue em perfumaria, mas também em Aromaterapia, com a designação Ol. Lavandulae.
Atenção - Não confundir com o óleo essencial !
De Alfazema de mais baixa qualidade é destilado um óleo conhecido no mercado por spike lavender oil, ou somente spike oil, que só tem uso industrial, em tintas para porcelana, em sabões, no melhoramento do cheiro de alguns produtos industriais, etc.

Propriedades:   

Tal como o seu óleo essencial, actua interiormente, como carminativa, estomáquica e diurética, e exteriormente, em fricções, como antiespasmódica e tónica.

Notas:   

A Alfazema tem cerca de vinte espécies aparentadas, todas perfumadas e com sabor forte, embora com tonalidades e intensidades diferentes. As mais vulgares em Portugal:
Alfazema Brava, Lavandula latifolia Vilars, que aparece nos terrenos áridos a sul de Coimbra;
Alfazema de Folha Recortada, Lavandula multifida L. que surge nos outeiros secos e charnecas, sobretudo no Alentejo litoral e no Baixo Alentejo;

Rosmaninho

Rosmaninho, ou Rosmano, Rasmonino, Rasmono, Tomelo, Lavandula stoechas L., muito vulgar nos sítios secos, charnecas e pinhais das regiões centro e sul do continente;
Rosmaninho MaiorLavandula pedunculata Cav., muito frequente nos sítios secos, charnecas e pinhais das zonas centro e sul do continente;
Rosmaninho Verde, Lavandula viridis L'Hérit, que aparece nas charnecas e lugares secos do Alentejo e do Algarve.
Na Índia existe, no estado selvagem, a espécie Lavandula bipinnata Kuntze ou Lavandula burmanni Benth., no Bihar, em Madhya Pradesh, Maharashtra, Gujarat, Rajasthan, Orissa, Kerala, e no Decão.

Flor de Alfazema

Dicionário

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