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Silphium

 

Especiaria:   

Silphium

Planta:   

Silphium

Nome Botânico:   

Desconhecido

Género:   

Desconhecido

Família:   

Apiaceae ou Umbelliferae

Porte:   

Herbácea

Ciclo:   

Desconhecido

Origem:   

Norte de África, provavelmente na região correspondente à Líbia de hoje

Distribuição:   

Nunca terá saído da sua região de origem

Partes Usadas:   

 Resina do caule da planta

Foi um gosto adquirido das cozinhas grega e romana, que terá durado desde o século VII A.C. até ao início da Era Cristã. Terá tido também uso medicinal.
O produto terá sido comercializado pela primeira vez a partir de Sirene, colónia grega fundada na Líbia, em 631 A.C., por um grupo de colonos vindos da Ilha de Thera, no Mar Egeu. Moedas de prata e ouro lá cunhadas, e chegadas aos nossos dias, ostentam uma imagem da planta.
Depois, o silphium terá sido responsável pela riqueza de outras cidades do Norte de África, incluindo Cartago, hoje um subúrbio da capital da Tunísia.
Durante séculos, a planta, que nunca se terá prestado ao cultivo, sobreviveu com uma apanha controlada. Excessos, e estragos provocados por várias guerras, terão determinado o seu irreversível declínio no século I A.C.. O último exemplar terá sido enviado de presente a Nero, no início da nossa era.
Esgotada a especiaria, que também teve os nomes de silphion e laserpitium, os cozinheiros de então elegeram a assa fétida como sua substituta, passando a designá-la unicamente por laserpitium.

 Planta fresca

Ocasionalmente, folhas, caule, e raiz, seriam consumidos como legumes.

Notas:   

Embora ainda subsistam muitos mistérios em torno do silphium, os indícios disponíveis apontam para que seria um funcho gigante, tal como a assa fétida, que o substituiu depois de extinto.
Aliás, as semelhanças com a assa fétida são flagrantes: também do silphimum se aproveitava como especiaria a resina obtida por secagem da seiva do caule; também dele se comiam as partes aéreas; também ele se confinou a uma pequena zona do planeta.
Além do mais, não terá certamente sido por acaso que gregos e romanos escolheram a resina da assa fétida para substituir a do silphium quando este desapareceu.

Funcho gigante

Funcho gigante muito semelhante à Assa Fétida e, muito provavelmente, parecido com o Silphium

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