Sabores da Índia - Home

Sândalo

 

Especiaria:   

Sândalo

Nome da Planta:   

Sândalo Branco

Nome Botânico:   

Santalum album Linn.

Género:   

Santalum

Família:   

Santalaceae

Porte:   

Árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Regiões secas da Índia Peninsular, para sul das Montanhas Vindhya, especialmente as correspondentes aos actuais estados de Karnataka, Kerala e Tamil Nadu

Distribuição:   

O Sândalo Branco permanece fiel às suas regiões de origem

Partes Usadas:   

 Madeira

Agradavelmente cheirosa, branca-amarelada, e por isso chamada muitas vezes 'sânsalo-citrino', é muito apreciada para a confecção de objectos decorativos e móveis, conservando, durante décadas, o seu odor característico.
Reduzida a pó é usada para fazer varetas que são queimadas em cerimónias religiosas, e não só, na Índia, na China e no Japão. Nos templos Hindus, os sacerdotes moem-na, pacientemente, à mão, juntamente com alguma água, numa pedra especialmente concebida para o efeito, para fazer uma pasta. Essa pasta, misturada com açafrão e pigmentos corantes é usada para fazer marcas Bramânicas em ídolos e objectos religiosos, e ungir os devotos na fronte, no pescoço e no peito.

 Óleo Essencial

Extraído da madeira previamente cozida, por destilação a vapor, é quase totalmente – 90% - constituído por beta-santalol.
Na Índia antiga era extraído em 'fábricas' especialmente construídas para o efeito, chamadas Teyl-Peshani ou Teylena-Lip.
Pelo seu odor, é empregue em perfumes, sabões, velas, e pelas suas qualidades terapêuticas é usado em várias medicinas tradicionais. Nas décadas 1920 - 1930 era um antisséptico urogenital, e dérmico, muito apreciado. É usado em aromaterapia e na medicina Ayurvédica da Índia.

Propriedades:   

Madeira e óleo essencial são antibióticos e antissépticos - em especial das vias urinárias - diuréticos, expectorantes

Notas:   

Na Austrália existe o Sândalo Australiano, Santalum spicatum, com qualidade semelhante ao Sândalo Branco. A madeira desta espécie era, em 1840, a maior exportação da Austrália, e o seu óleo essencial foi destilado pela primeira vez em 1875.
Outras espécies do género Santalum estão distribuídas pela Índia, pelo Bangladesh, pelo Sri Lanka, pela Austrália, pela Indonésia, e pelas Ilhas do Pacífico – por exemplo o Sândalo do Havai, Santalum paniculatum -, todas usadas como sucedâneas do Sândalo Branco.
Autores de textos Indianos, em Sânscrito, dedicados à Botânica - Vanaspati-Shastra, nessa língua - dividem o Sândalo em três categorias, conforme a sua cor, esta dependente, naturalmente, da espécie de onde ele provinha: Sândalo Branco - Shrikanda, provavelmente corruptela de Shewta-Chandana; Sândalo Amarelo - Pitta-Chandana; Sândalo Vermelho - Rakta-Chandana.
Na Índia vegeta também o Falso Sândalo - Chiru-illantai ou Kadaranji ou Siruyilandai, em Tamil - Ximenia americana Linn. ou Ximenia spinosa Salisb., família das Olacaceae, cuja madeira é usada como substituta do Sândalo. O fruto, chamado Ameixa Selvagem ou Azeitona Selvagem, muito rico em vitamina C - 60,3 mg / 100 g -, com cor amarela avermelhada quando maduro, é usado como substituto do limão.
O texto grego Periplus, do século I A.C., confirma que a Grécia já nesse tempo importava Sândalo da Índia.

Pedaços de madeira de Sândalo Branco

Dicionário

Sabores da Índia - Home