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Murta

 

Especiaria:   

Murta

Nome da Planta:   

Murta

Nome Botânico:   

Myrtus communis L.

Género:   

Myrtus

Família:   

Myrtaceae

Porte:   

Arbusto a pequena árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

Costa norte do Mediterrâneo e Médio Oriente

Distribuição:   

Continua abundante nas regiões de origem.
Foi introduzida noutros pontos do globo, sendo cultivada, por exemplo, no sul de Inglaterra e nas zonas mais temperadas dos Estados Unidos.
Entre nós encontra-se em terrenos incultos, matos, sebes, margens de ribeiros, charnecas e pinhais do centro e do sul do Continente. Por vezes aparece cultivada em jardins.
Na Índia é cultivada, pelo menos como ornamental, nalgumas regiões, sobretudo no noroeste, em Tamil Nadu e em Goa.

Partes Usadas:   

 Folhas e ramos

Embora libertem um aroma exótico, refrescante e aromático, são bastante amargas, e adstringentes.
Todavia, são óptimas para aromatizar assados, sozinhas ou presas aos ramos.
Na Itália e na Sardenha, os ramos são queimados em assados rurais a fogo directo. Alternativamente, são periodicamente lançadas mãos cheias de folhas sobre o fogo.
Cavidades de aves que vão a assar são cheias com raminhos, que depois se retiram.
O porco assado é aromatizado pondo um ramo dentro do forno - cuidado para que não arda -, ou inserindo folhas em golpes feitos na carne.
Que saibamos, não é um sabor apreciado na Índia, embora se não possa excluir o seu uso local, tão grande o país é.

   

 Frutos

Chamados 'mastruços’ nalgumas regiões de Portugal, são ovóides, verdes inicialmente, de um negro purpúreo quando maduros, no Outono, altura em que se colhem. Têm, nessa época, um sabor doce e resinoso, dando uma geleia excelente para acompanhar carnes frias e assadas.
Na Sardenha, na Córsega, e na Grécia, são usados para preparação de um excelente licor, por maceração, e de aguardente aromática, por destilação.
Na antiga Roma, eram usados, depois de secos, em substituição da pimenta preta.
Quanto ao seu uso na Índia, aplica-se o que dito foi sobre as folhas.

 Óleo Essencial

Das folhas flores destila-se óleo essencial que é usado em aromaterapia para fazer cremes e loções faciais. Os seus principais constituintes são: mirtenol (0,8%), limoneno (23%), linalol (20%), pineno (14%) e cineol (11%).

Propriedades:   

As folhas são adstringentes, balsâmicas e tónicas; os frutos são carminativos, tónicos, balsâmicos, e vulnerários.

Notas:   

A Murta é, às vezes, usada em festas religiosas, sendo um velho costume espalhá-la nas ruas, em dias de procissão, juntamente com Rosmaninho.
No século XVI era muito popular, na Europa, a Eau d’Ange, um destilado das folhas e flores de Murta usado como loção de beleza.
Em Portugal existem duas espécies vizinhas da Murta: o Murtinheiro Myrtus communis L. - for. tarentina -, variedade pouco vulgar, de folhagem compacta e estreita; a Murta - na Ilha da Madeira - Myrtus communis L. - var. latifolia Lowe -, uma variedade de folha mais larga.

Frutos de Murta maduros

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