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Incenso

 

Especiaria:   

Incenso

Nome da Planta:   

Árvore do Incenso

Nome Botânico:   

Boswellia sacra
Boswellia carteri
Boswellia thurifera
Boswellia frereana
Boswellia bhaw-dajiana
Boswellia serrata Roxb.

Género:   

Boswellia

Família:   

Burseraceae

Porte:   

Árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

As várias espécies tiveram origem no espaço que vai da Somália à Índia, passando pelo Iémen, Omã

Distribuição:   

As espécies estão confinadas às suas origens. Na Índia existe a espécie Boswellia serrata Roxb., que medra nos estados de Rajasthan, Madhya Pradesh e Andhra Pradesh.

Partes Usadas:   

 Resina

Feitas incisões no tronco da árvore, delas escorre uma resina com aspecto leitoso que solidifica em contacto com o ar, formando pequenas 'pedras'. Estas ‘pedras’ são o vulgarmente chamado Incenso. Embora seja comestível, aplica-se essencialmente em fumigações, para perfumar o ar e repelir insectos, e na indústria da perfumaria.
Em Omã, é de Incenso que é feito, numa pequena fábrica perto da capital Muscate, o célebre perfume Amouage que o sultão do país oferece aos visitantes ilustres, embalado em frascos em forma de Khanjar - a adaga tradicional -, para os homens -, e de mesquita – para as senhoras.

 Óleo Essencial

Obtido por destilação a vapor da resina, é formado fundamentalmente - 75% - por monoterpenos, sesquiterpenos, monoterpenóis, sesquiterpenóis, e cetonas. Usa-se em perfumaria e aromaterapia.

Propriedades:   

A resina da espécie Boswellia serrata Roxb., que cresce na Índia, é usada na medicina Ayurvédica desde há séculos como antisséptica, sedativa, antiesclerótica, antiflogística, emenagoga, analgésica, hipotensora. É hoje alvo de várias investigações farmacológicas e clínicas.

Notas:   

O comércio do Incenso na Península Arábica e no Norte de África começou há 5000 anos, com uma procura sustentada pelo seu papel nos rituais religiosos dos egípcios, hebreus, judeus, cristãos.
Num mural que adorna o túmulo da rainha egípcia Hatshepsut, morta em 1458 A.C., são visíveis sacos de Incenso. O historiador grego Heródoto conhecia o Incenso e a forma como era obtido. Também Plínio o Velho o menciona na sua Naturalis Historia.
A cidade perdida de Ubar, em Omã, descoberta na década de 1990, e hoje investigada arqueologicamente, terá sido um centro de comércio na rota que levava o Incenso até à China. Perto de Salalah, na extremidade sudoeste de Omã, junto da aldeia piscatória de Taqah, terá existido Sumhuram - ou Khor Ruri, uma das capitais da Rainha de Sabá -, hoje um monte de ruínas, com um porto de onde o Incenso partia, via marítima, para o Irão e outros países. A ainda actual importância do Incenso em Omã é provada por um monumento em forma de queimador de incenso, com vários metros de altura, que domina a entrada norte de Muscate, a capital.
Há muitas qualidades de Incenso, classificadas em função da cor, da pureza, do aroma, da idade, e da forma. Quanto mais claras e maiores as ‘pedras’, melhor o Incenso. No topo, as qualidades Silver e Hojari, de Omã, e Maydi, da Somália.

Pedras de Incenso

Dicionário

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