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Anato

 

Especiaria:   

Anato

Nome da Planta:   

Anato

Nome Botânico:   

Bixa orellana L.

Género:   

Bixa

Família:   

Bixaceae

Porte:   

Arbusto a pequena árvore

Ciclo:   

Vivaz

Origem:   

América do Sul

Distribuição:   

Américas do Sul e Central. Levada pelos antigos navegadores, chegou a África e ao Sul-Sueste da Ásia.
Na Índia aparece frequentemente cultivada em Madhya Pradesh, Andhra Pradesh, Kerala e Maharashtra.

Partes Usadas:   

 Sementes

Com um sabor perfumado mas muito ténue, é pela bela cor que transmitem aos cozinhados que são procuradas.
Conforme as tradições dos vários países onde são usadas, capta-se-lhes a cor fritando-as na gordura com que se vai cozinhar, demolhando-as em água quente, reduzindo-as a pó e misturando-as no cozinhado, etc.. Dependendo da técnica usada, consegue-se uma cor amarela carregada, dourada, alaranjada, ou acastanhada.
Na Europa foram, até ao século XVII, muito populares para reforçar a cor do chocolate. Hoje estão quase completamente esquecidas, limitando-se alguns industriais a usá-las para colorir manteigas e queijos.
Na Índia, são a base do tradicional avermelhado do frango assado no tandoor (Ver Tandoori Murgh).

Propriedades:   

As sementes são usadas na medicina Ayurvédica da Índia como diuréticas e antidiarreicas, sendo outras partes da planta empregues para tratamento de outros males.

Notas:   

Nas antigas colónias portuguesas de África, as sementes, que eram conhecidas com os nomes de rok, uruku, anato, arnoto, e outros, eram usadas pelos locais para colorir alguns cozinhados – especialmente molhos -, para fazer tintas para pintar o corpo e embelezar artigos de artesanato. Os colonos usavam-nas para colorir queijos.

Sementes de Anato

Dicionário

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