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Mexilhão

Concani - Shinanyos

Na Índia, esta categoria de moluscos bivalves está representada pelo Mexilhão Verde Asiático, Perna viridis (Linnaeus, 1758), família dos Mytilidae, que frequenta indiferentemente as costas oriental e ocidental, mas é mais abundante no Golfo de Kutch, em Ratnagiri - no sudoeste de Maharashtra -, nas costas de Goa - sobretudo nos subestratos rochosos de Baga e Betul -, Karnataka, Kerala, e na Baía de Kakinada - no nordeste de Andhra Pardesh.

Prefere profundidades até aos 2 m, águas com temperatura entre os 11 e os 32 °C e salinidade elevada, embora tenha uma boa tolerância à variação deste parâmetro. Vive filtrando fito e zooplâncton, e é comido por aves marinhas, peixes, caranguejos, estrelas do mar, polvos.

É, como todos os Mytilidae, gregário, vivendo em colónias que podem facilmente atingir uma densidade de 35.000 indivíduos por metro quadrado.

Cresce normalmente até aos 7 - 10 cm, mas, em condições favoráveis, pode chegar aos 17 cm. É apanhado à mão, correndo a época alta da apanha entre Julho e Novembro.

Em Portugal, o molusco equivalente é o Mexilhão Azul Mediterrânico, Mytilus galloprovincialis (Lamarck, 1819), também da família dos Mytilidae, que habita o Mediterrâneo, o Mar Negro, e a costa do Atlântico, desde Portugal até França e Ilhas Britânicas. Pode, em condições óptimas, chegar aos 10 cm de comprimento. Vive também em colónias que se agarram, com os seus bissos, a objectos submersos - rochas, estacas, etc..
Porque todas as espécies de Mexilhão são invasoras oportunistas, e adaptáveis, não é descartável e presença na costa portuguesa, sobretudo ma sua parte norte, de populações de Mytilus edulis (Linnaeus, 1758), espécie muito semelhante à anterior que, por preferir águas mais frias, está bem estabelecida na Europa setentrional, desde o norte de França à Islândia.

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