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Lagosta

Hindu - Barra Jhinga, Jhinga Machhali

Lagosta é o nome genérico dado a exemplares de numerosas espécies de crustáceos distribuídas por todos os oceanos.

Embora diferentes entre si, as várias espécies têm algumas características comuns. Todas são habitantes dos fundos marinhos, e são, na maioria, nocturnas. São parcialmente necrófagas, não desperdiçando animais mortos, mas também comem peixes, moluscos, e outros invertebrados do fundo, vivos, para além de algas. Têm um exoesqueleto segmentado, que lhes protege o corpo, cinco pares de patas, dois pares de antenas, vários pares de 'remos' ao longo do abdómen, que ajudam nas deslocações, e uma cauda em forma de leque que usam para nadar. Flectindo-a, conjuntamente com a parte inferior do corpo, projectam-se para trás, nadando 'de costas'.

A diferenciação, de espécie para espécie, das características comuns acima descritas justifica o seu agrupamento em quatro grandes famílias, abaixo chamadas pelo seu nome latino e pela designação por que são internacionalmente conhecidas.

Família das Homaridae ou Nephropsidae, Lagostas Verdadeiras. Entre nós, são conhecidas por Lavagantes.
Têm os três pares de patas dianteiros transformados em garras, sendo as do primeiro enormes, com uma delas a ser, normalmente, maior que a outra. Embora a família esteja presente em todos os mares, as espécies maiores, logo comercialmente mais interessantes, preferem águas temperadas a frias - exemplo, o Lavagante Americano.
Na Índia não existe nenhuma espécie desta família com valor comercial.

Família das Palinuridae, Lagostas Espinhosas.
Com um nome que lhes vem do corpo eriçado de picos, têm garras reduzidas, mas antenas muito desenvolvidas. A maioria das espécies componentes desta família é tropical - exemplo, a Lagosta Espinhosa Riscada.
Na Índia, a família está representada por diversas espécies, salientando-se as Panulirus homarus e a Panulirus orantus. Ambas frequentam as costas oeste e sueste, sendo mais abundantes na costa de Maharashtra e no Golfo de Mannar, um golfo que separa o sueste da Índia do Sri Lanka, limitado a nordeste pelas ilhas de Rameswaram e Mannar, e pelo Rama, um enfiamento de bancos de areia. São pescadas todo ano, com as capturas a registarem máximos entre Dezembro e Janeiro.

Família das Scyllaridae, Lagostas Sapatas.
Têm corpo achatado, não possuem garras, e têm as antenas transformadas em placas relativamente largas. São semelhantes ao Cavaco, dos nossos Açores, mas a maior parte das espécies da família é tropical.
Na Índia ocorre a espécie Thenus orientalis, nas costas ocidental e oriental, com abundância maior no Golfo de Mannar e nas costas de Karnataka, Maharashtra e Orissa. É pescada todo ano, mas sobretudo em Dezembro e Janeiro.

Família das Polychelidae, Lagostas de Águas Profundas.
Têm um exoesqueleto frágil, mas possuem garras, ainda que modestas. Muitas espécies são cegas.
Na Índia existem várias espécies do género Puuerulus, que frequentam as costas sudoeste e sueste, sendo mais numerosas no Golfo de Mannar e na costa de Kerala. A sua pesca acontece todo o ano, mas tem um pico entre Dezembro e Janeiro.

Lagosta Espinhosa
Cortesia Photo Collection of Dr. James P. McVey, NOAA Sea Grant Program

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