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Inhame

Hindu - Arvi; Arvi ka Patta (as folhas)
Concani - Âlûm (cultivado), Terem (selvagem), Peró, Perém
Tamil - Chaembu, Shaeppamkizhangu

O verdadeiro Inhame, ou Colocásia, ou Inhame do Egipto, ou Colcas, ou Alcolcas, ou Taro, Colocasia esculenta (Linn.) Schott ou Colocasia antiquorum Schott, família das Araceae, é uma planta herbácea de grandes folhas que lembram orelhas de elefante, dotada de um rizoma tuberculoso.
Na Índia existem variedades espontâneas e cultivadas, destas pelo menos duas, uma de folhas verdes claras, outra de folhas verdes escuras. O cultivo faz-se em todo o país.
Entre nós, o Inhame é sub-espontâneo junto às correntes de água, no Algarve e nas Ilhas Adjacentes, sendo, pelo menos nos Açores, cultivado.
É, também, planta ornamental.
As folhas, chamadas de Couve Caraiba, são comestíveis e o rizoma usa-se como a batata, ainda que tendo sabor bastante mais doce.
Rizoma e folhas contêm oxalato de cálcio, um composto ácrido e tóxico, que é eliminado pela cozedura em água, ou pela assadura.

Na Índia, existem ainda alguns falsos Inhames, plantas pertencentes ao género Dioscorea:


Hindu - Zamikand
Concani - Chinem, Chircó, Catconong
Tamil - Perumvalli kizhangu

O Inhame da Índia, Dioscorea alata Linn. ou Dioscorea atropurpurea Roxb. ou Dioscorea globosa Roxb. ou Dioscorea purpurea Roxb., família das Dioscoreaceae, é uma trepadeira que produz tubérculos aéreos purpúreos que, em boas condições, podem chegar a pesar 45 kg.
Nativo do leste da Ásia, na Índia é cultivado nos estados de Assam, Tamil Nadu, Bengala e Madhya Pradesh, e, em menor escala, noutros locais.
Os tubérculos consomem-se cozidos, em puré, fritos, assados, etc..


Concani - Karâmdo, Kadù-kamdo, Thame, Chircó
Tamil - Kodi-kilangu

O Inhame da Montanha, Dioscorea bulbifera Linn. ou Dioscorea sativa Thumb auct.non L. ou Dioscorea versicolor Buch.-Ham ex Wall., família das Dioscoreaceae, desenvolve uma raiz formada por tubérculos de forma muito irregular, sendo comum em toda a Índia numa gama de altitudes que vai dos 1500 aos 2100 m.
Os tubérculos consomem-se cozidos, em puré, fritos, depois de previamente lavados, ou macerados, em água. para perderem o sabor amargo. Torrados, deixam também de ser amargos - na Índia, nos mercados, vendem-se rodelas já torradas - chamadas mâmdâms.


Hindu - Suthani
Concani - Kangî
Tamil - Musilam, Valli kilangu, Siruvalli Kilangu

O Inhame do Cão, Dioscorea esculenta Burkill. ou Dioscorea aculeata Linn. ou Dioscorea faciculata Roxb. ou Dioscorea spinosa Roxb ex Wall., família das Dioscoreaceae, tem uma raiz formada por grandes tubérculos e é, na Índia, especialmente abundante nos estados de Assam, Bengala, Bhiar e Orissa, e nas Ilhas Andaman e Nicobar.
Os tubérculos consomem-se cozidos, em puré, fritos, assados, etc..


O verdadeiro Inhame é, provavelmente, nativo do Sueste Asiático, donde se espalhou para diversas regiões do globo, tendo chegado ao Havai, onde é altamente apreciado como matéria prima do poi.
O poi Havaiano faz-se de tubérculos de Inhame descascados, que são cozidos, bem esmagados, e misturados com água até à consistência desejada, sendo a pasta resultante passada por um crivo para remover materiais fibrosos. De cor cinza azulada, a pasta - o poi -, é comida de imediato, ou posta a fermentar durante o período máximo de uma semana, durante o qual vai ganhando um sabor pungente. Porque, tradicionalmente, os Havaianos comiam à mão, ainda hoje o poi é classificado, quanto à consistência, como de um, dois, ou três dedos, tantos quantos os que será necessário usar para levar à boca uma porção aceitável.
O Inhame está também na origem da festas Havaianas chamadas luaus. Luau designava, originalmente, as folhas do Inhame que se comiam como legume; depois, passou a significar os pratos feitos com elas; finalmente, acabou a classificar um banquete, ritual e cerimonioso, só para homens, onde esses pratos se consumiam. O luau de hoje é informal, inclui música e dança, e o consumo de diversas especialidades culinárias, poi incluído.

Inhame do Cão

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