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Cereja e Ginja

 

Frutos de algumas espécies de árvores do género Prunus, todas da família das Rosaceae, genericamente denominadas Cerejeiras / Ginjeiras.

Principais espécies existentes na Índia e as suas equivalentes em Portugal:


Hindu: Gilaas

Cerejeira de Frutos Doces, Prunus avium Linn., originária da Eurásia, cultivada na Índia em Kashmir, Himachal Pradesh e na região de Kumaon, no Uttarakhand.
Entre nós existem:
- Cerejeira ou Cerdeira, Prunus avium L. - var. duracina L., de fruto grande, vermelho-pálido;
- Cerejeira das Cerejas Pretas, Prunus avium L. - var. Juliana (DC.) Rchb., de fruto grande, vermelho muito escuro.
A Cerejeira terá chegado à Europa cerca do ano 63 A.C., pelas mãos do general romano Lucullus, que trasladou para Roma uma Cerejeira colhida em Cerasonte – nome que tem origem no da planta -, na Ásia Menor.
As Cerejas são refrescantes e laxativos. Na Índia, como cá, os seus pedúnculos são empregues como diuréticos.


Hindu – Khatta Gilaas

Cerejeira de Frutos Ácidos, Prunus cerasus Linn., nativa da Eurásia, cultivada na Índia em Kashmir, Himachal Pradesh e na região de Kumaon, no Uttarakhand.
Entre nós existem:
- Ginjeira das Ginjas Galegas, Prunus cerasius L., de frutos pequenos e ácidos;
- Ginjeira das Ginjas Garrafais, Prunus avium x cerasius, um cruzamento de Ginjeira das Ginjas Galegas com Cerejeira, de frutos - Ginjas Garrafais - grandes, acídulos.
As Ginjas são diuréticas e antiflogísticas. Entre nós, são a base da famosa ginjinha.


Hindu – Banailaa Gilaas

Cerejeira Brava dos Himalaias, Prunus cerasoides D. Don., ou Prunus puddum Roxb. Ex Brandis. non-Miq., que medra nos Himalaias de clima temperado, desde Garhwal até Sikkim, e também em Ootacamund.
Entre nós, existe uma espécie também selvagem:
- Cerejeira Brava, Prunus avium L. - var. silvestris Ser., de fruto pequeno, vermelho-escuro, abundante especialmente no Gerês – se os incêndios não queimaram já todos os exemplares. Aí, o fruto é vulgarmente conhecido por "agriota".


Muito populares, sobretudo para decoração de cocktails, e inúmeros produtos de pastelaria, são as Cerejas Maraschino.
Eram, originalmente, Cerejas da variedade marasca, pouco colorida e originátia da Croácia, conservadas em Licor Maraschino, um licor amargo-doce destilado de um mosto dessas cerejas, que incluia os caroços esmagados, e depois adoçado. Eram produzidas como uma delicadeza, para consumo das casas reais e de pessoas abastadas.
Foram introduzidas nos EUA no fim do séc. XIX, e, rapidamente outras variedades, sobretudo a royal anne passaram a ser usadas para fazer Cerejas Maraschino, coradas artificialmente de vermelho, e conservadas sem licor, banido pela "lei seca". Em 1940, a FDA definia Cerejas Maraschino como "cerejas coradas artificialmente de vermelho, impregnadas de açúcar, e conservadas em xarope de açúcar aromatizado com essência de amêndoa amarga, ou produto similar".
Hoje, as Cerejas Maraschino são cerejas de variedades com pele clara, como as royal anne, rainier e gold, que são primeiro conservadas em salmoura, e depois mergulhadas numa solução de corante alimentar vermelho, xarope de açúcar e componentes aromáticos. Aparecem, também, no mercado, Cerejas Maraschino de cor verde, aromatizadas com hortelã pimenta.

Cerejas na árvore

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