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Polvo

 

Chama-se genericamente Polvo a qualquer exemplar das muitas espécies do género Octopus presentes em todos os mares do globo.

Embora muito diferenciadas no tamanho, morfologicamente todas as espécies têm traços comuns: corpo em forma de saco, onde a cabeça pouco se distingue, não fora a presença de dois grandes olhos; oito tentáculos unidos, pelas bases, na chamada saia, cada um com duas fiadas de poderosas ventosas; uma boca, no centro da saia, equipada com um par de bicos córneos, e um órgão perfurador/raspador, ambos usados para fragmentar as presas; um sifão, tubo por onde expelem a água que têm que aspirar para respiração.
Normalmente, deslocam-se rastejando sobre o fundo, mas são capazes de movimentos rápidos, projectando-se para trás, em sentido contrário ao de jactos de água que expelem, energicamente, pelo sifão.
Quando sentem perigo, ejectam uma substância escura dispersável na água, procurando confundir potenciais inimigos.

De todas as espécies, com tamanhos que vão dos minúsculos 5 cm de comprimento, aos 4,5 m, com um diâmetro de tentáculos de quase 9 m, a mais vulgar é a Octupus vulgaris, vastamente distribuída por águas tropicais e temperadas.
Os indivíduos desta espécie são, por natureza, discretos, vivendo em buracos, ou fendas, de fundos rochosos.
Dominam a arte da camuflagem, graças a células pigmentadas que têm na pele, e lhes permitem passar, rapidamente, por uma vasta gama de cores.
Sobrevivem comendo essencialmente crustáceos, em especial caranguejos.

Na Índia, a Octupus vulgaris, e outras espécies, frequentam as costas leste e oeste, e são abundantes ao largo de Lakshadweep, onde se registam as melhores pescarias, com um pico entre Setembro e Janeiro.

Polvo
Cortesia OAR/National Undersea Research Program (NURP); North Carolina State University

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